Geotecnologias Luís Lopes //

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25 de maio de 2020

QGIS | Calcular área em tempo real em formato shapefile

23:28 0
Olá pessoal,

Este tutorial é interessantíssimo! Calcular área de polígonos no QGIS é uma tarefa simples, porém, é preciso atualizar a coluna a cada nova feição desenhada. Mostrarei de forma objetiva como calcular área no QGIS, em tempo real, no arquivo vetorial de formato shapefile.


Fique bem atento que para realizar corretamente esse processo, será preciso trabalhar com um campo virtual. Abaixo o vídeo completo do procedimento.


Espero que ajude em seus trabalhos.

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18 de maio de 2020

Extrair drenagens, nascentes e bacias no QGIS

14:24 0
Olá pessoal,

O tutorial deste vez é incrível! O QGIS é realmente um ferramenta poderosa. Vamos mostrar como extrair nascentes, drenagens (e sua ordem) e bacias, numa única ferramenta, disponível no provedor do SAGA.

Neste tutorial utilizaremos uma imagem do projeto SRTM (poderia ser utilizado qualquer raster com dados de elevação). Lembrando que seu raster precisa estar no sistema de projeção UTM (converta, se for o caso). Primeiro passo é corrigir as depressões que, por ventura, podem existir em sua imagem. Para isto, na caixa de ferramentas, utilize o Fill sinks disponível no SAGA (Figura 1).

Figura 1. Caixa de ferramenta Fill sinks

Como funciona o Fill sinks

Com o DEM corrigido, vamos selecionar a ferramenta "Channel Network and drainage basins" (Figura 2). Esta ferramenta irá gerar 7 novos arquivos, entre eles, fluxo de direção (raster), conectividade do fluxo (raster), bacias (raster e vetor), drenagens (vetor), ordem da drenagem (raster), nascentes e pontos de conectividade (vetor).

Figura 2. Caixa de ferramenta Channel Network and drainage basin

No vídeo tutorial abaixo, mostro todo o processo e explico também o que significa o campo Threshold. Peço que inscreva-se em nosso canal e ativar o sininho, pois assim você será notificado quando um novo vídeo for postado.


Deixa teu comentário, é importante para nós!


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16 de maio de 2020

Criar shapefile de ponto e/ou polígono no software Conversor | Vídeo tutorial

00:12 0
Olá pessoal,

Anos atrás publiquei um tutorial aqui no blog (veja) sobre como criar shapefile (ponto ou polígono) no software Conversor, do DNPM. O Conversor é uma "mão na roda".

Além de criar polígono ou ponto através da inserção de coordenadas (em grau decimal, UTM ou GMS), ele também oferece a função de gerar uma poligonal por azimute e distância ou rumo. É incrível!



Fiz este vídeo tutorial. Espero que gostem.

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14 de maio de 2020

Live: a questão fundiária no Amapá

12:53 0
Olá pessoal,

Iniciamos uma série de "lives" em nosso canal no YouTube. A primeira delas foi para trazer esclarecimentos sobre o polêmico tema que envolve a transferência de terras da união para o Amapá.

O convidado foi o geógrafo amapaense, mestre em Gestão dos Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia, Anderson Lameira. Falamos do histórico das leis que previam a doação das terras até a MP 901/2019 passando pelo Decreto N° 10.081, de 25 de outubro de 2019.

Inscreva-se em nosso canal neste link youtube.com/geoluislopes

Segue nossa live:

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13 de maio de 2020

Criar poligonal por azimute e distância no QGIS através de arquivo .txt

13:31 0
Olá pessoal,

O QGIS é realmente uma ferramenta incrível! Neste tutorial mostraremos como gerar uma poligonal por azimute e distância através do complemento Azimuth and Distance Plugin. Não, não é tutorial repetido! Afinal já mostrei como fazer este procedimento utilizando e preenchendo os campos diretamente na interface do complemento, veja aqui.

Desta vez farei o trabalho "inverso": iremos carregar uma tabela pronta, em ".txt", já com os dados das coordenadas do ponto inicial, azimute e distância. O complemento interpretará os dados e fará o desenho.

Preparando o .txt

Preparei uma tabela de exemplo, na Figura 1 abaixo. Deixei a tabela disponível para download (clique aqui), altere os dados para o seu trabalho. 

1. Em vermelho digite as coordenadas do ponto de partida (em formato UTM);

2. Em azul, digite o azimute (atenção para "D" maiúsculo referente a "degree", apóstrofo para "minutos" e aspas para "segundos");

3. Em verde, a distância

Digite a sequência de azimutes e distâncias, em cada linha, até retornar o início do polígono.

Figura 1. Tabela com informações de azimute e distância

Gerar poligonal

Já no QGIS com o complemento devidamente instalado, defina o sistema de projeção do projeto para UTM e sua zona. Feito isso, habilite o complemento através do seu ícone. Clique em "Import" para trazer seu arquivo .txt já preenchido.

Figura 2. Importando arquivo de texto

Automaticamente seu arquivo será lido. Logo após clique em "Draw" (Figura 3).

Figura 3. Desenhando a poligonal

Perceba que o vetor desenhado é linha e arquivo temporário. Recomendável transformá-lo em polígono e arquivo permanente, como mostra a figura 4.

Figura 4. Converter linha em polígono

Preparei este tutorial em vídeo mostrando todo o processo.



Até a próxima!


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8 de maio de 2020

Livro de "Fotogrametria Digital" disponível para download

22:46 0
Olá,

Está disponível em PDF, para uso acadêmico, o livro de "Fotogrametria Digital" dos autores Luiz Coelho e Jorge Nunes Brito (ambos Engenheiros Cartógrafos).

O livro é originário do projeto E-foto (já falamos dele aqui neste link) e, de acordo com o site do projeto "o livro oferece as ferramentas básicas para que um leigo em Fotogrametria possa despertar o interesse pelo assunto e compreendê-lo de maneira clara, didática e sequencial."

>> Download do livro Fotogrametria Digital <<


Um exemplar do livro pode ser adquirido diretamente no site da EdUerj, clique aqui. Disponível também a errata do livro neste link


O livro é dividido em 10 capítulos. São eles:

Capítulo 1 – Introdução à fotogrametria digital 
Capítulo 2 – Princípios básicos de fotogrametria 
Capítulo 3 – Tópicos em processamento de imagens aplicados
à fotogrametria 
Capítulo 4 – Orientação interior 
Capítulo 5 – Orientação exterior 
Capítulo 6 – Fototriangulação analítica 
Capítulo 7 – Retificação e normalização de imagens 
Capítulo 8 – Geração de modelos numéricos de elevações 
Capítulo 9 – Geração de ortoimagens 
Capítulo 10 – Restituição fotogramétrica digital

Bons estudos!
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22 de setembro de 2016

Ebook: Geografia, gestão e segurança ambiental

11:16 0
O GAPTA (Grupo Acadêmico Produção do Território e Meio Ambiente da Amazônia) lançou mais um e-book. Trata-se de uma coletânea de 13 artigos organizado por Carlos Emílio de Sousa Ferreira, João Carlos Lima e Silva, Paulo Roberto de Souza Cruz e Sônia da Costa Passos.

"O debate que esse livro propõe a partir das análises dos autores demonstra as diferentes visões dos agentes de segurança pública e suas preocupações e suas atuações nessas áreas."

O livro intitulado Geografia, gestão e segurança ambiental é produto do curso de especialização em Gestão e Segurança Ambiental da Faculdade de Georgafia e Cartografia (UFPA) em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Pará (SEGUP) através do Instituto de Ensino Superior do Pará.

Capa do e-book

O e-book está disponível através deste link: clique aqui 

Faça também o download destes livros:
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9 de setembro de 2016

Ebook: Geografia, segurança pública e ordenamento territorial

10:44 0
Organizado pelo Grupo Acadêmico Produção do Território e Meio Ambiente da Amazônia (GAPTA/UFPA), o livro "Geografia, segurança pública e ordenamento territorial" está disponível para download gratuito.

Trata-se de uma coletânea de artigos, organizados por docentes da Universidade Federal do Pará, entre eles nosso colunista Prof. Dr. Christian Nunes. 

Capa do livro

Este livro, fruto do curso de Especialização em Gestão e Segurança Ambiental (parceria entre a UFPA e Secretaria de Segurança Pública do Pará), propõe a partir das análises dos autores as diferentes visões dos agentes de segurança publica e suas preocupações e suas atuações nessas áreas.

"Compreender as diversas interações dos fenômenos no território para intervir na identificação dos problemas é um desafio para gestão, para melhorar as formas de atuação dos agentes públicos no território e sistematizar os dados para produção do conhecimento através de novas técnicas de intervenções que contribuam com os agentes públicos para melhor atuação no ordenamento do território paraense." (extraída do livro)
O e-book está disponível neste link.

Boa leitura!
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5 de setembro de 2016

Ebook: Ensino de geografia e representação do espaço geográfico

11:21 0
Livro organizado por três profissionais, incluindo nosso colunista Christian Nunes, disponível para download gratuito. Trata-se de um livro de artigos dividido em dois capítulos. São eles:

1 - (Novas?) Tecnologias na Representação do Espaço Geográfico 
2 - Práticas e a Análise Espacial no Ensino de Geografia

De acordo com Christian Nunes, "este livro surgiu a partir das discussões realizadas na disciplina ― Cartografia no Ensino de Geografia, com alunos de graduação em Geografia da UFPA, no ano de 2013, e também de resultados obtidos com a execução do projeto ― A cartografia em sala de aula: capacitação de professores da rede pública de ensino no uso da cartografia e de geotecnologias, financiado pela Pró-Reitoria de Extensão da UFPA".

Capa do livro

"Alguns dos objetos de aprendizagem e/ou práticas citadas nos artigos deste livro podem servir como modelo para serem utilizados nos laboratórios e salas de aula das escolas públicas e particulares, desde que se considere a temática da aula e o entorno dos alunos."

O livro está disponível neste link.

Bons estudos!
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19 de julho de 2016

O mapeamento participativo para a análise territorial

10:17 0
Por Christian Nunes

Saudações a todos, 

Apresento aqui um resumo de um artigo publicado na revista Scientia Plena, disponível no link (https://www.scientiaplena.org.br/sp/article/view/3140), escrito inicialmente com a valorosa contribuição da mestranda em Geografia, a Sra. Camila Verbicaro, e que trata do mapeamento participativo enquanto metodologia de análise do território. 

No artigo completo, baseado em IFAD (2009) e outros textos citados, além de trabalhos de campo que realizamos na região amazônica, tivemos o interesse em mostrar ao leitor alguns métodos de aplicação do mapeamento participativo e, ao final, recomendamos alguns pontos importantes para quem utilizar essa técnica.

Agora, faço um breve resumo deste artigo e convido o leitor interessado a ler o artigo na integra, no link informado anteriormente. Boa leitura...

A tentativa de entender, descrever e representar os territórios sempre esteve presente na história dos seres humanos que, por meio de símbolos e figuras pictóricas, antes mesmo da escrita e da fala sistematizada em idiomas, buscavam manifestar suas primeiras impressões da realidade e as usaram para delimitar e ocupar efetivamente seus territórios de moradia, trabalho, lazer, religião, etc. Com isso, evolutivamente, as técnicas cartográficas e o uso de outros recursos tecnológicos possibilitaram ocupar diversos lugares na Terra, criando-se cidades, estados, países e outros fenômenos e objetos artificiais.
 
É nesse contexto que toma força nos últimos anos as metodologias baseadas nas metodologias participativas, que visam fomentar ainda mais a participação das coletividades locais com o propósito de conhecer sua própria realidade. 

Um diagnóstico executado por meio do mapeamento participativo, busca identificar as territorialidades exercidas e os diferentes atores que compõe esse cenário, com o intuito de proporcionar à comunidade uma melhor comunicação com os órgãos públicos, expressando os seus problemas, potencialidades e promovendo o desenvolvimento territorial.
 
O IFAD (2009) faz uma breve definição desse método de representação informando que o mapeamento participativo é a criação de mapas pela comunidade local, que em muitos casos envolve as organizações de suporte como o Governo (em diversos níveis), organizações não governamentais (ONG), universidades e outros agentes envolvidos no desenvolvimento e no planejamento relacionado com a terra. 

Nesse sentido, trata-se de um processo de produção de mapas que intenta tornar visível a associação entre terra e comunidades locais ao usar a linguagem comumente entendida e reconhecida da cartografia.
 
Dessa forma, esses mapas podem se tornar uma ferramenta de atuação, que possibilita à comunidade representar os fenômenos socioeconômicos e ambientais de suma importância para o bom desempenho e para o planejamento de ações conjuntas entre comunidades, instituições públicas e privadas. A seguir, alguns dos procedimentos de mapeamento participativo.

O Mapa mental (Croqui)

O croqui é uma representação de cunho cartográfico, embora não necessite de escala e nem de referência formal (coordenadas geográficas). Ou seja, é um tipo de mapa cognitivo ou mental que é confeccionado sem uma convenção regulamentada por órgão oficial, e que depende da percepção que seu elaborador tem do meio que o circunda, por isto não possui rigores científicos para sua concepção, conforme mostra a figura 1. 

Figura 1: Avaliação participativa do Projeto de empoderamento da comunidade para o acesso a terra, Uttar Pradesh, India. Fonte: IFAD (2009, p. 26)
Neste procedimento, sem o rigor da ciência cartográfica quanto a totalidade de seus atributos, os participantes do mapeamento têm a chance de escolher que materiais utilizar e que itens acham relevantes para representar nos mapas, avaliando quais as formas e como elas serão desenhadas, podendo a sua variação estar diretamente ligada ao grau de importância dessas feições para a comunidade. 

O mapa mental não se preocupa em representar medidas exatas, escala consistente e georreferenciada, ele está aberto para interpretação do sujeito sobre sua realidade e dá a chance desse sujeito representá-la.

Mapeamento com bases cartográficas

Neste procedimento, uma equipe de facilitadores leva à comunidade um mapa base, contendo algumas informações georreferenciadas como sede municipal e rede hidrográfica, por exemplo. Sobre ele os participantes plotarão a localização da sua comunidade, mapeando as informações que desejam representar, proporcionando uma simbologia adequada de acordo com as figuras selecionadas pelos participantes (IFAD, 2009). 

Neste tipo de mapeamento é importante que o mapa base não influencie enfaticamente as percepções dos mapeadores, não seja tendencioso, para que os participantes não sejam estimulados a representar objetos/fenômenos que não sejam aqueles relacionados às suas próprias experiências.

Figura 2: Mapeamento Participativo com a utilização de Mapa-Base
Fonte: Pesquisa de campo (2014)
Essa técnica tem um custo relativamente baixo e uma rápida resposta, além de fornecer à comunidade uma representação com precisão razoável e com muita informação do conhecimento territorial. O mapa resultante desse processo pode ser utilizado tanto para determinar dados quantitativos como distâncias e direções.

Mapeamento com imagem de sensoriamento remoto

Esta metodologia é realizada primeiramente com a confecção de uma carta-imagem produzida por meio do cruzamento dos dados cartográficos, tais como rede hidrográfica, limites municipais, rede rodoviária, pontos de GPS (Global Positioning Systems) da comunidade (escola, centro comunitário e igreja) e imagens de sensoriamento remoto de boa resolução espacial, que é levada até os participantes para plotagem de informações direto na folha, como mostrado na figura 3.

Figura 3: Mapeamento Participativo utilizando uma imagem de sensoriamento remoto, Fiji
Fonte: IFAD (2009, p. 34)
Durante o mapeamento participativo com o uso de imagens de sensoriamento remoto, os moradores locais podem desenhar por cima de um plástico ou na própria carta-imagem os objetos a serem mapeados. 

O objetivo é proporcionar aos participantes uma visualização da densidade das áreas verdes e outros objetos e fenômenos do território, com a finalidade de identificar e classificar, com base na geometria e no comportamento espectral das feições sintéticas, bem como, a partir da percepção dos participantes do mapeamento, as áreas degradadas, tais como roçados, fazendas, áreas de pastagens e outros, subsidiando a definição de áreas para usos futuros e geração de mapas temáticos.


Mapeamento com o uso de SIG

Neste mapeamento o procedimento adotado consiste em uma familiarização dos participantes com a informática e com os softwares que oferecem a opção SIG, treinando alguns participantes na operação dessas ferramentas (figura 4). 

Essa metodologia tem o intuito de democratizar esse tipo de tecnologia, no entanto, é considerada de custo elevado e complexo, sendo em maioria utilizada por especialistas em geoprocessamento.

Figura 4: Capacitação em Geoprocessamento e SIG no Laboratório de Análise da Informação Geográfica, da Universidade Federal do Pará (LAIG/UFPA). Fonte: Silva et al (2014)
A disponibilidade de laboratórios, com hardwares e softwares adequados à capacitação, nesse tipo de aplicação do mapeamento participativo, é uma das principais dificuldades encontrada para o uso dessa metodologia. Nas outras opções de mapeamento participativo o pesquisador deve também capacitar os participantes no uso do mapa antes da plotagem das informações, contudo, a apresentação do geoprocessamento não é enfatizada como no uso do SIG.
 
A opção por uma modalidade ou outra vai depender de diversos fatores, que refletirão diretamente na participação e nos resultados alcançados pela pesquisa, para isso, elencaremos algumas recomendações que podem ser seguidas na aplicação do mapeamento participativo como metodologia de análise territorial.
  • Para uma boa aplicação da metodologia, um bom relacionamento do pesquisador com a comunidade é a chave para o sucesso. Deve-se também utilizar uma linguagem simples, clara, criativa e que envolva todos os participantes.
  • É importante um planejamento adequado das atividades do mapeamento, para verificar e selecionar os conteúdos a serem representados (áreas de lazer, conflitos, comunitárias/coletivas, festas, religião, etc.), bem como os objetivos, metodologias de coleta de informações, materiais e equipamentos necessários, além de textos de apoio e a definição do público-alvo que participará da elaboração dos mapas.
  • Deve-se possuir o conhecimento prévio sobre o assunto que será coletado e sobre as características gerais da região pesquisada, pois é necessário o conhecimento antecipado dos costumes, principais ocupações dos moradores, meios de transporte, alimentação, etc., para serem debatidos e inquiridos antes do início da coleta de informações.
  • Antes de iniciar a aplicação da metodologia, os facilitadores precisam verificar a infraestrutura onde serão realizadas as reuniões, pois é importante possibilitar a participação de todos os moradores que desejam representar cartograficamente suas atividades ou seu modo de vida.
  • Durante o procedimento de plotagem das informações, a equipe de facilitadores tem como finalidade escutar os comunitários, encorajá-los, realizar perguntas, sondar e, principalmente, não interferir com preconceito de origem, etnia, gênero, religião, idade ou condição socioeconômica, pois a ênfase a esses temas pode gerar novos conflitos, inexistentes antes da aplicação da metodologia participativa.
  • Os facilitadores devem promover, com cautela e imparcialidade, durante a elaboração dos mapas participativos, atividades de inclusão e discussão em grupo, que permitirão aos indivíduos analisar de forma crítica os seus modos de vida e sua participação na comunidade.
  • A visão do entrevistado/mapeador das comunidades deve ser valorizada e ao transformar os dados em informação, os símbolos utilizados deverão ser reconhecidos por todos os participantes.
  • No decorrer da aplicação do procedimento, os mediadores devem atentar para falta de precisão e diferentes escalas, além de ter cuidado com as generalizações acentuadas.
  • É necessário a verificação das informações coletadas com o mapeamento participativo, que consiste em identificar e nomear feições conhecidas dos moradores, pois, devido à falta de precisão cartográfica e da generalização acentuada, com dados em diferentes escalas, é recomendada uma acareação das informações coletadas com mais de um morador, para evitar informações incorretas ou inverídicas.
  • No procedimento de mapeamento com base cartográfica é necessário ter vários mapas base da área estudada, em branco e impressos, para a coleta de diversas informações de sobreposição posterior, com a digitalização e vetorização posterior.
  • Se a técnica utilizada for o mapeamento com a carta-imagem, devem-se procurar imagens de sensores óticos (coloridas), que apresentem cores e tonalidades percebidas próximas do real. Todavia, é necessário ter cautela, uma vez que o uso de imagens de sensoriamento remoto são tendenciosas, pois apresentam feições do espaço que podem não ser percebidas e/ou informadas pelos interlocutores.
  • O pesquisador deverá apresentar o mapa final para as comunidades participantes para a confirmação da veracidade das informações. A disponibilização de diversas cópias do mapa final elaborado para a comunidade deve servir como ferramenta de reconhecimento e reafirmação do uso do território em documentos oficiais, como por exemplo, em planos de manejo ou outros.

Essas recomendações podem servir como suporte ao pesquisador durante a aplicação de técnicas de mapeamento participativo do território. Sabemos que existirão sugestões próprias e outras que o pesquisador encontrará somente em campo. Assim, a aplicação do mapeamento participativo não é uma receita terminada, a ser seguida cegamente. Antes de tudo, é uma metodologia de análise territorial que precisa ser entendida e adequada à realidade em foco.
 
Esperamos que esse post e o artigo publicado na revista Scientia Plena auxiliem o leitor na aplicação desta importante forma de representar e entender o território. 

Até a próxima...


Referências Bibliográficas

INTERNATIONAL FUND FOR AGRICULTURAL DEVELOPMENT, IFAD. Good practices in participatory mapping: a review prepared for the International Fund for Agricultural Development (IFAD). Italy: IFAD, 2009.

RAMBALDI, G., KYEM, P.K., MBILE, P., MCCALL, M. & WEINER, D. Participatory spatial information management and communication in developing countries. The Electronic Journal on Information Systems in Developing Countries. EJISDC (2006) 25, 1, 1-9.
 
SILVA, C. N. et al. Qualificação profissional e a informação espacial: o Laboratório de Análise da Informação Geográfica (LAIG) em atividades de capacitação. In.: FERREIRA, C. E. S.; LIMA E SILVA, J. C.; CRUZ, P. R. S.; PASSOS, S. C. Geografia, gestão e segurança ambiental. Belém: GAPTA/UFPA, 2014, p. 11-26.







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